Cronistas do PassadoA Fundação e os Engenhos

A história do município de Pilar começa de forma humilde e mística no início do século XIX, conectada intrinsecamente ao desenvolvimento da cana-de-açúcar na antiga Província das Alagoas. Originalmente, o território fazia parte do complexo de sesmarias que abasteciam a região norte do estado.

Diz a rica herança oral que pescadores e operários dos engenhos encontraram uma imagem esculpida de Nossa Senhora do Pilar no nicho de um antigo pilar de sustentação de um galpão abandonado às margens da Lagoa Manguaba. O achado foi considerado um milagre, erguendo-se ali a primeira capela de taipa.

"O porto do Pilar não transportava apenas açúcar e cachaça; transportava as notícias do Império para o coração de Alagoas."

Com sua posição geográfica privilegiada, a povoação logo virou um entreposto comercial indispensável. Mercadorias vindas do interior pelas estradas de terra eram transferidas para barcaças e vapores que singravam a lagoa rumo ao porto de Jaraguá, em Maceió.

Alagoas Histórica

Momentos DecisivosCapítulos de Ouro e Sangue

1859: A Passagem de Dom Pedro II

Pilar parou para receber a comitiva imperial. O monarca, impressionado com a beleza natural e a efervescência urbana da vila, hospedou-se na Casa da Câmara e Cadeia. Os bailes aristocráticos realizados na região marcaram o ápice social do município, que respirava o luxo do açúcar.

1876: O Último Enforcado do Brasil

O município guarda uma das páginas mais dramáticas do judiciário brasileiro. O escravo Francisco foi condenado e executado em praça pública pelo assassinato de seus senhores. Este é considerado o último enforcamento oficial do Império, acelerando o debate pelo fim da pena de morte no país.

A Era dos Vapores Lagunares

Nas últimas décadas do século XIX, Pilar ostentava companhias de navegação a vapor sofisticadas. Os imponentes barcos cortavam as águas da Manguaba transportando passageiros ilustres, tecidos europeus e pianos, consolidando a cidade como polo financeiro da época.

Mosaico VisualExplore as Belezas de Pilar

Igreja Matriz

Igreja Matriz

O magnífico altar de traços barrocos e neoclássicos.

Lagoa Manguaba

Santo Cruzeiro

Um mirante belíssimo com uma estátua gigante de 24 metros em homenagem a Nossa Senhora do Pilar.

Casario Colonial

Casa da Cultura (Museu Arthur Ramos)

Espaço histórico na casa onde nasceu o antropólogo Arthur Ramos. Preserva a memória do Pilar com acervo de época, documentos e registros marcantes do século XIX.

Casario Colonial

Mirante do Alto do Cruzeiro

Localizado no ponto mais alto da cidade, oferece uma vista panorâmica deslumbrante de toda a região e da Lagoa Manguaba.

Casario Colonial

Orla Lagunar

A maior lagoa de Alagoas, perfeita para passeios de barco e contemplação de um pôr do sol único.

Casario Colonial

Praça Floriano Peixoto

Localizada em frente à Igreja Matriz, é o coração do centro histórico. Um espaço charmoso e acolhedor para passeios, encontros e eventos culturais da cidade.

Cultura

Monumento do Avião

Localizado no município, o espaço conta com uma aeronave em exposição que se tornou um ponto curioso e bastante fotografado pelos visitantes.

Filhos da TerraMentes que Moldaram o Brasil

Arthur Ramos

Arthur Ramos

Nascido em Pilar em 1903, tornou-se um dos maiores intelectuais do país. Antropólogo e psiquiatra, foi o pioneiro absoluto no estudo científico da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Ledo Ivo

Ledo Ivo

Embora nascido na capital, o iminente escritor sempre declarou o complexo lagunar de Pilar e arredores como a matriz poética e estética de suas principais obras literárias.

Monsenhor Pimentel

Monsenhor Pimentel

Líder espiritual e político do século XX, foi peça fundamental na preservação dos arquivos históricos da cidade e na defesa do patrimônio arquitetônico sacro.